Os judaizantes na Igreja

 

Depois de um longo período de inactividade literária, estou começando hoje uma série de pequenos artigos aos quais decidi chamar “os judaizantes na igreja”. Este tema tem tanto de antiguidade como de actualidade. Ele é o tema da epístola de S. Paulo aos Gálatas e tem sido o tema de algumas publicações e discussões actuais. Parece-me que a abordagem deste assunto é de suma importância pelo facto da Igreja ter sofrido, e continuar a sofrer, a influência de um sector da mesma, que, baseado numa análise teológica errada, ou sem análise nenhuma, simplesmente fundamentada em convicções de ordem pessoal, lhe tem trazido perdas e danos perigosos, tanto na ortodoxia (na doutrina) como na liturgia (nas práticas cultuais).

Parece haver uma grande confusão no entendimento da validade da Velha Aliança nesta era contemporânea da Nova Aliança (Novo Testamento). A compreensão da periodicidade do Antigo Testamento, a legitimidade do cumprimento da Lei (Torah), assim como a prática dos costumes e tradições, particularmente a observância das festas judaicas, têm sido motivo de polémica nos círculos cristãos tanto outrora como agora.

Os assuntos a serem tratados têm a ver com:

  • A questão do dinheiro. Influências judaizantes no financiamento actual das igrejas.
  • A questão do ministério. O período do sacerdócio araónico e levítico como modelo para a Igreja contemporânea?
  • A questão do(s) Templo(s). O extinto Templo de Jerusalém como exemplo ideal de serviço e adoração na Nova-Aliança?
  • A questão dos símbolos. Sendo os símbolos, as figuras, as alegorias, apenas representações de verdades espirituais superiores, deverá a Igreja considerá-las e utilizá-las na sua liturgia?

Dito desta forma, parecem temas maçudos, desinteressantes, mas à medida que eles forem desenvolvidos iremos nos aperceber da sua actualidade, da sua pertinência, e também, da sua capacidade de controvérsia. Então, não perca o próximo episódio…

“Cristo libertou-nos para que sejamos verdadeiramente livres. Portanto, permanecei firmes e não vos submetais de novo ao jugo da escravidão. Eu, Paulo, declaro-vos: se vos fazeis circuncidar, Cristo de nada adiantará para vós.” (Gálatas 5:1,2)

Sobre António Braga

Residência actual: Luxemburgo. Nacionalidade portuguesa. Casado com Lídia Maria e pai de quatro lindos filhos (Carina, Ruben, Ricardo e Joana). Avô da Noémi e do Julien. Formação académica: Licenciando em Ciências Sociais; Diploma em Teologia e Educação Cristã. Ex-Pastor evangélico, Ex-evangélico. Trabalhando actualmente para o Serviço Veterinário do Ministério da Agricultura do Luxemburgo. Línguas faladas fluentemente: português, inglês, francês.
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