O bafejo que nos dá alento.

Será que alguma vez se sentiu como um pavio que se apaga lentamente, discretamente, solitáriamente,  parecendo que ninguém dá por isso, ou se dão, não se importam. Essa vela pareceu perder o valor, porque a importância que lhe era atribuída estava associada à sua função, à sua produtividade, à sua utilidade ou a alguma norma estética. No momento em que começou a perder o brilho, foi esquecida, desprezada, não só ignorada mas também maltratada.

É quando a nossa motivação se esvaece, assim como a auto-estima e o propósito de viver. A vida perdeu o seu sentido e nos sentimos asfixiar, e não apenas num sentido afigurativo…

Mas o que leva um pavio a apagar-se? A privação de oxigénio. Este é a vida, a continuidade da sua existência . Quando alguém pressiona a mecha rapidamente com os seus dedos, ou então com o auxilio de algum utensílio abafa o ar em que está envolvida, ela extingue-se. A forma mais comum de se apagar o pavio da vela é soprar forte e rapidamente sobre ela, para eliminar a sua chama, a sua razão-de-ser .

Comecei perguntado se alguma vez se sentiu como um pavio que fumega, porque eu  já passei por essa angustiante experiência: quando outros nos tentam esmagar, abafar, negando o nosso valor e usando de meios execráveis para nos afligir e abalar.

O profeta Isaías referindo-se a Jesus disse que Ele não apagaria o pavio que fumega.  (Isa.42:3). O Messias sopra sobre nós, não para nos humilhar, diminuir ou extinguir, mas pelo contrário, para nos atear e avivar.

Este é o tipo de influxo que nos faz ganhar vigor, força e luz. Este é um bafejo que nos dá alento mas não nos sufoca, que permite a combustão, a respiração, o exercício da nossa função: brilhar com entusiasmo dando luz e calor à nossa volta!

O sopro de vida que entrou em Adão está desejoso de insuflar a sua existência. Não desanime! Jesus vai dar um novo impulso à sua vida! Ele o fez comigo!

Sobre António Braga

Residência actual: Luxemburgo. Nacionalidade portuguesa. Casado com Lídia Maria e pai de quatro lindos filhos (Carina, Ruben, Ricardo e Joana). Avô da Noémi e do Julien. Formação académica: Licenciando em Ciências Sociais; Diploma em Teologia e Educação Cristã. Ex-Pastor evangélico, Ex-evangélico. Trabalhando actualmente para o Serviço Veterinário do Ministério da Agricultura do Luxemburgo. Línguas faladas fluentemente: português, inglês, francês.
Esta entrada foi publicada em Evangelho versus religiao. ligação permanente.

2 respostas a O bafejo que nos dá alento.

  1. Obrigado irmão por este seu blog. Estou certo de que o seu conteúdo será entendido por milhões e milhões de pessoas por esse mundo fora… e jamais se sentirão sós. Continue com esta iniciativa e que Yah, o Senhor de toda a benção, o abençoe rica e poderosamente.

    • Encontro diz:

      Prezado irmão António Oliveira,
      Muito obrigado por ter dado um pouco do seu tempo para ler o blog. Fico feliz por ver que ele foi benção para si. Essa é a nossa motivação: animar, encorajar, fortalecer todos aqueles que já estão no “Caminho” e outros que estão a caminho.
      Muito obrigada pelas palavras encorajadoras que nos enviou, isto mostra também o espírito (Espírito) que o anima. Bem-haja!
      Votos de muitas e grandes bençãos sobre si, a sua família e ministério!
      Até breve.
      António Braga

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